Quais as tendências para 2020? A Iber Bússola analisa e responde!

Fizemos uma análise ao relatório das tendências da Deloitte para 2020 e queremos partilhar consigo as principais conclusões da consultora.

O relatório da Deloitte tem como objetivo orientar a liderança de altos executivos e PME´s no desenvolvimento de uma estratégia num ambiente digital de rápida mudança, mantendo sempre como pontos fulcrais os consumidores e a humanização da marca.

Neste sentido, a Deloitte decidiu explorar como as marcas podem navegar no ambiente comercial, económico e social cada vez mais digitalizado de forma a preservar e cultivar as conexões humanas.

Através de entrevistas com mais de 80 especialistas na área, a consultora identificou 7 tendências para 2020.

Uma das principais conclusões, neste estudo, foi o facto de os consumidores quererem que as marcas com as quais interagem incorporem qualidades humanas, isto é, sejam firmes e transparentes nas suas crenças, consistentes nas ações e autênticas.

Propósito

Experiência Humana

Confiança

Agilidade

Índice

  • Propósito
  • Experiência Humana
  • Fusão
  • Confiança
  • Participação
  • Talento 
  • Agilidade
  • Conclusão

Nestas sete tendências, identificamos duas gerais que se conectam com as restantes cinco: o Propósito e Experiência Humana

  • Propósito: Criar autenticidade da marca, centrada no ser humano.
  • Experiência humana: fortificar as interações e os relacionamentos de uma marca com seus clientes, colaboradores e parceiros de negócio, com o intuito de garantir que todas as operações da empresa estão alinhadas com os valores da criação do melhor para o mundo, seja a nível social, ambiental ou tecnológico.

O propósito e a experiência humana unem as cinco outras tendências: fusão, confiança, participação, talento e agilidade.

Criar o propósito da marca:

As marcas precisam de estabelecer o objetivo central da sua empresa, ou seja, necessitam de responder às seguintes perguntas:

Porque é que a empresa existe?

Quais os problemas que esta está a resolver?

Que imagem quer passar para cada ser humano?

Esta primeira tendência baseada nas pesquisas da Deloitte mostra que as empresas usam o propósito para criar conexões mais profundas com os consumidores. As empresas que lideram com um propósito claro e específico obtém mais lealdade, consistência e relevância por parte dos consumidores. 

Numa pesquisa recente, a Deloitte pediu aos entrevistados que compartilhassem o que mais importava ao tomarem decisões sobre marcas.

As conclusões foram as seguintes:

As decisões são tomadas com base no comportamento das marcas com as pessoas, com o meio ambiente e com as comunidades.

No relatório realizado, conclui-se que os líderes classificaram o impacto social como a principal forma de medir o desempenho anual, mais do que o desempenho financeiro ou a satisfação do cliente e do funcionário. 

As marcas de “vida sustentável” (ou seja, marcas focadas em reduzir a pegada ambiental da Unilever e aumentar o impacto social), como a Dove, Vaseline e Lipton, proporcionaram 75% do crescimento da sua empresa e cresceram 69% mais rapidamente, em média, do que em 2018 (comparado a 46% em 2017).

Conclusão: 

 Uma empresa que lidera com um propósito, com autenticidade e  que se concentra nos valores dos seres humanos ultrapassa qualquer concorrente. 

 

2º Como as marcas orientam os seus valores para elevar a experiência humana?

De facto, as tecnologias digitais podem facilitar a navegação, mas também podem corroer os elementos fundamentais da conexão humana.

Apesar dos esforços para replicar o comportamento e os gestos humanos por meio da automação e da IA, o essencial da conexão humana, contacto visual, toque pessoal, empatia, permanecem insubstituíveis pela tecnologia. Portanto, quando as conexões digitais, pessoais e profissionais,  não têm um toque humano, estas podem criar um ambiente em que as pessoas se sentem isoladas.

FUSÃO 101

 A Fusão centra-se no desaparecimento de fronteiras que possibilitam as novas habilidades das empresas na busca de novas tecnologias, talento e parcerias.

A “miopia do marketing” de Levitt demonstrou adequadamente a importância de expandir a perspectiva de uma marca além do que ela faz hoje. Na era da fusão, isso pode significar olhar além das fronteiras do setor e encontrar novas formas de atender às necessidades dos clientes, descobrir ameaças disruptivas e formar parcerias com aqueles que antes eram vistos como concorrentes. Trata-se de perguntar: “Em que negócio estamos?” A resposta guiará as empresas a navegar no mundo da fusão, permitindo que estas se definam para todas as partes interessadas e desenvolvendo recursos novos e necessários para ampliar seu trabalho em ecossistemas mais amplos.

Os profissionais de Marketing podem, assim, desenvolver soluções com uma visão mais eficaz e de longo prazo para atender às necessidades humanas, com a ajuda de parceiros cuidadosamente escolhidos.

Como salvaguardar sistematicamente a confiança nos negócios na era conectada?

Hoje, a confiança da marca é mais importante do que nunca para as empresas. Clientes e os media querem que as marcas sejam abertas, honestas e consistentes, desde a comunicação de produtos e promoções à cultura dos colaboradores e relacionamentos com parceiros.

Na era da tecnologia conectada e da análise de big data, as empresas devem lutar com outro nível de complexidade: construir uma estrutura que fortaleça sistematicamente a confiança, protegendo os dados dos clientes contra ameaças cibernéticas externas e uso indevido de dados internos.

Neste contexto, as empresas devem escolher o uso de  dados de maneira ponderada que construa, em vez de corroer a confiança do público.

À medida que países e regiões implementam regulamentos de proteção de dados e privacidade, como o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) na Europa, as marcas têm a oportunidade de se antecipar à burocracia, analisando os seus próprios processos de dados dos consumidores. 

Confiança é a mensagem, a transparência a mensageira.

A ampliação da participação do consumidor:

Como as estratégias de engagement do cliente estão se  a revelar um fator primordial para marcas globais?

Muitas empresas e profissionais de Marketing reconheceram que, para acompanhar a concorrência, precisam de evoluir a sua abordagem e criar um envolvimento dinâmico em todos os estágios da jornada do consumidor e do ciclo de vida do produto.

Participar é liberar o poder do consumidor como defensor da marca, e desta forma tornar os consumidores a “media” da marca. Ou seja, é importante mostrar ao consumidor que o que a marca faz espelha-se nos seus valores. Desta forma, o cliente está fidelizado à marca e, além disso, falará da mesma!

Talento: valorize o seu ativo mais importante 

Num mundo onde as equipas das empresas são cada vez mais distintas e ricas ao nível de conhecimento, é importante que as empresas reconheçam que os seus colaboradores são de diferentes origens e diversidades e têm experiências e objetivos diferentes.

As organizações que reconhecem e valorizam a experiência de cada indivíduo colocam o humano no centro daquilo que fazem, com o objetivo de criar uma experiência sustentada e conectada para todos os seus funcionários.

À medida que os departamentos de Marketing se deslocam internamente e se transformam em equipas multidisciplinares menores, pode ser fundamental que estas trabalhem para ajudar a garantir que cada pessoa seja nutrida e valorizada na organização. Desta forma, o colaborador sentir-se-á mais feliz, motivado e, consequentemente mais proativo. 

Difusão da agilidade na empresa

Para criar e manter uma vantagem no mercado complexo e exigente de hoje, as empresas geralmente precisam de modelos adaptáveis ​​que lhes permitam acompanhar a velocidade da cultura, da conversa e da digitalização.

O ambiente social, económico e cultural dinâmico também exige uma tomada de decisão ágil, principalmente na área do Marketing, pois os consumidores estão cada vez mais exigentes. 

A agilidade é uma estrutura e uma mentalidade.

Incentiva as organizações a adotarem formas de pensar imediatas e inovadoras.

O relatório da Deloitte identificou duas tendências que as empresas estão a adotar nesta era:

Criar a campanha “Se/Então” :

  • Com abordagens ágeis, os profissionais de marketing criam conteúdo  feito em probabilidades. Por exemplo, em eventos importantes para os seus consumidores (jogos de futebol) os estrategas produzem vários conteúdos consoante o resultado, ou seja, traçam um curso específico em tempo real. Esta abordagem exige que as empresas produzam conteúdo com antecedência com base na condição de “se / então” e comuniquem dependendo do resultado do evento ou da tendência.

Agir quase em tempo real.

  • O marketing ágil normalmente exige que as equipas internas ouçam o consumidor e produzam conteúdo em tempos reduzidos, testando, medindo e prevendo comportamentos, discussões e compras dos consumidores. Através da Inteligência Artificial, é possível prever conversas com 72 horas de antecedência, permitindo, assim, que uma marca crie conteúdo com (aproximadamente) até três dias de antecedência. 

Conclusão

Em conclusão, as sete tendências globais de Marketing, mostram um tema comum, a conexão humana! 
As organizações bem-sucedidas devem contabilizar todos os seres humanos do seu ecossistema (incluindo os colaboradores) e alinhá-los ao propósito da organização.

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